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Calor Extremo, Saúde e Justiça Climática: Caminhos para Proteger as Pessoas e Adaptar as Cidades

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​As mudanças climáticas vêm tornando o calor extremo um dos riscos climáticos mais frequentes e letais em todo o mundo. Ondas de calor mais intensas, prolongadas e recorrentes afetam diretamente as pessoas, sua saúde, produtividade e qualidade de vida, e o funcionamento das cidades, reforçando a necessidade de fortalecer políticas de adaptação que coloquem as pessoas no centro das respostas climáticas.

​Somado a isso, a confirmação da formação do El Niño acende um alerta para os próximos meses. Segundo a Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), o fenômeno climático tem 81% de chance de atingir forte intensidade, com potencial para entrar no grupo dos maiores eventos registrados desde 1950. No Brasil, os impactos do El Niño variam conforme a região, podendo afetar diretamente a realidade dos municípios e a prestação de serviços essenciais à população, em setores como agricultura, recursos hídricos, geração de energia e segurança alimentar, além da ocorrência de queimadas, a intensificação de desastres relacionados às chuvas e enchentes.

​Os impactos do calor, entretanto, não são distribuídos de forma igual. A exposição ao calor extremo e a capacidade de proteção são profundamente influenciadas por desigualdades sociais, raciais, territoriais e econômicas. Populações negras e periféricas, trabalhadores expostos ao calor, crianças, idosos, pessoas em situação de rua e comunidades com menor acesso à infraestrutura verde e serviços públicos enfrentam riscos desproporcionais. Sob a perspectiva da justiça climática e do combate ao racismo ambiental, enfrentar o calor extremo significa reconhecer essas desigualdades e construir respostas que priorizem aqueles que mais sofrem seus impactos.

​Nesse contexto, diferentes setores têm papel fundamental na promoção de soluções integradas que articulem saúde, planejamento urbano, educação, esporte, assistência social e gestão de riscos. Realizado no âmbito do Beat the Heat – Mutirão contra o Calor Extremo, este diálogo reunirá organizações da sociedade civil, gestores públicos e especialistas para discutir como políticas públicas, iniciativas territoriais e soluções baseadas na natureza podem fortalecer a proteção das populações mais expostas ao calor extremo e contribuir para uma adaptação climática mais justa e inclusiva.

​Palestrantes confirmados:

  • ​Vitor Leal Pinheiro, Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA)

  • ​Dr. Rita Vieira, Pesquisadora do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden)

  • ​Lara Caccia, Coordenadora de Adaptação Urbana na WRI Brasil

  • ​Thaynah Gutierrez, Secretária-Executiva da Rede por Adaptação Antirracista

  • ​Dra. Evangelina Araújo, Diretora e Fundadora do Instituto Ar

  • ​Carolina Maciel, Analista de Natureza no Instituto Alana

  • ​Dalila Menezes, Diretora do IPPLAN da Prefeitura de Fortaleza

  • ​Cristilene Delfino, Técnica da Coordenação-Geral de Mudanças Climáticas e Equidade em Saúde no Ministério da Saúde

Location
Hub Green Sampa - Centro de Inovação Verde Bruno Covas
R. Sumidouro, 580 - Pinheiros, São Paulo - SP, 05428-010, Brazil
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