

DIGNIDADE MENSTRUAL COM RESPONSABILIDADE SOCIAL E AMBIENTAL
Com a missão de criar caminhos e recursos para que mulheres possam viver com dignidade e liderar seu próprio futuro, o Instituto Todas, coordenado por Giselle Gilmore apresenta a força de jovens lideranças femininas vindas da Bacia do Amazonas, nesta atividade sobre dignidade menstrual, responsabilidade socioambiental, acesso, cuidado e descarte adequado de produtos menstruais.
Nesta abordagem, a dignidade menstrual vai muito além do acesso a absorventes: é garantia de saúde, educação, autoestima e permanência escolar de pessoas menstruantes em territórios vulnerabilizados.
O problema reside no fato de 90% da composição de um absorvente descartável ser de plástico, levando de 500 a 800 anos para se decompor e, mesmo quando se decompõe, se transforma em microplástico, não desaparece.
Além disto, os números divulgados pelo Todas revelam que metade das menstruantes não tem acesso a sistemas adequados de descarte; e que, sem planejamento, a distribuição contínua de absorventes descartáveis pode transferir o problema do descarte para as comunidades, ampliar impactos ambientais e comprometer a continuidade do projeto ao longo do tempo.
isso, garantir acesso contínuo a produtos menstruais e ao descarte adequado é essencial para reduzir desigualdades sociais, sanitárias e de gênero; o que torna urgente desenvolver iniciativas sustentáveis e regenerativas, capazes de promover transformação social duradoura, considerando o contexto único de cada território.
Fonte: Instituto TODAS
As consequências da falta de informação e de uma estrutura adequada de descarte são a contaminação do solo e da água, o impacto em ecossistemas sensíveis e os riscos à saúde pela geração de resíduos não assimiláveis ao ambiente local.
Atualmente, as comunidades Munduruku, Canaã e Amor em Ação estão atuando TODAS PELO CICLO na bacia do Amazonas e estarão na PUC-SP para relatar suas experiências e compartilhar boas práticas, a fim de ajudar a formar mais lideranças territoriais capazes de ampliar o debate sobre pobreza menstrual, sustentabilidade e direitos básicos.